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Silvio Tanabe
Quanto mais rápido os empresários do e-commerce tomarem consciência de que o marketplace não é a solução para todos os seus problemas de vendas mas apenas um novo canal de negócios com riscos e oportunidades, mais chances você terá de desenvolver um plano de ação bem sucedido nesse modelo. Abaixo, elaboramos cinco pontos essenciais a serem avaliados no desenvolvimento da sua estratégia para marketplace.
1. É comum associar o termo marketplace ao conhecido modelo da Amazon, em que um grande varejista serve como um portal para que outros e-commerces comercializem produtos. Porém esse é apenas um dos modelos possíveis. O Mercado Livre, por exemplo, é um marketplace, assim como a japonesa Rakuten, uma espécie de shopping center online. Cabe a você conhecer todos os formatos e avaliar qual o que melhor se encaixa ao seu segmento e perfil de loja, quais oferecem as melhores vantagens ou o menor risco de concorrência no futuro.
2. Um case de sucesso bastante alardeado por um dos grandes marketplaces no Brasil é a do e-commerce prestes a fechar as portas que optou em vender pelo modelo simplesmente por não ter mais nada a perder. Bastaram alguns meses para a loja recuperar as vendas como também se tornou uma das mais rentáveis do marketplace em questão.
Não há dúvidas que a história seja verdadeira, mas a questão é: será uma regra ou uma exceção? Ou seja, quais as chances que isso se repita para outras lojas que participam do portal de vendas, inclusive a sua? Para descobrir, busque informações em e-commerces que já participam de marketplaces: qual o nível de vendas, se já tiveram retorno, se o parceiro tem cumprido com as suas responsabilidades, se o canal não está competindo com a loja online própria. Tudo o que você puder descobrir será importante para fazer uma avaliação mais concreta ao invés de só deixar se levar por histórias de sucesso.
3. É muito comum, principalmente no Brasil, empresários se entusiasmarem com novos modelos de vendas que geram resultados rápidos, sem fazer qualquer tipo de planejamento. Um exemplo recente foi o dos sites de compras coletivas que, ao invés de revolucionar as vendas na internet como prometia, deixou tanto os consumidores quanto os próprios empresários frustrados.
Se você já se convenceu de que o marketplace é um bom negócio, é fundamental definir qual o seu principal intuito: aumentar as vendas, divulgar sua marca, gerar tráfego para a própria loja, combater a concorrência. Cada um desses direcionamentos leva a estratégias e ações específicas.
4. Em vez de entrar “de cabeça” no marketplace, comece por uma linha de produtos ou uma categoria para avaliar a estratégia, desempenho e até a própria parceria. Assim fica mais fácil fazer correções ou mudanças, até mudar de marketplace caso seja necessário. À medida que os objetivos sejam atingidos, é possível incrementar a loja com novas categorias.
5. Aproveite todos os dados que o marketplace informar sobre perfil dos clientes e hábitos de compra. Esses dados são essenciais para você conhecer em maior profundidade o seu consumidor e aprimorar o seu e-commerce. Em muitos casos, só essas informações já compensam o investimento no modelo.
Veja cinco pontos essenciais a serem avaliados no desenvolvimento da sua estratégia para marketplace
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